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Férias verão 2018 – 1ª parte

“As férias grandes” de 2018 tiveram de ser muito bem pensadas e organizadas! Não ir de férias por ter um bebé pequeno estava fora de questão na cabeça do pai. Ou melhor, ir de viagem com um bebé tão pequeno era tudo o que ele mais queria, acho que andou os 9 meses da gravidez a pensar nisto 😅 Na minha cabeça, lá no fundo havia uma vontade enorme de irmos os 4 à aventura, era uma viagem em grande, mas depois havia sempre aqueles momentos dos pensamentos mais da consciência, em que reflectia sobre as opiniões do avós (que diziam que não devíamos ir claro!), em que tinha medo por a Madalena ser tão pequena… Mas íamos passar o Agosto fechados em casa com ela? Claro que não, por isso andar por aqui ou ir passear, óbvio que a balança pesou mais na aventura, na nova experiência e no brutal que ia ser este mês de Agosto. Tomada a decisão de ir, foi necessário ponderar alguns factores. A Madalena tinha dois meses apenas, o Miguel estava (e ainda está!) naquela fase em que não aguenta uma caminhada grande e está pesado para ir às costas, não podia ser um destino com praia porque era cedo para essas andanças para a bebé, e tínhamos de conjugar com as milhentas consultas que um recém nascido tem nos primeiros tempos de vida! A juntar a todos estes contras…era o ano em que podíamos viajar durante mais tempo seguido porque eu estava de licença 😣🙄 Enfim…não se pode ter tudo não é?!

Pois bem, lá pensei, pensei, até que sugeri ao Mário um destino há muito falado mas sempre adiado porque gosto muito de sol, e nunca quis trocar as minhas férias de verão para ir para a chuva 😅 Escócia foi o destino eleito!! Ficou radiante com a ideia claro, como já esperava! Decidimos então ir à Escócia, visitar um ou dois locais de passagem no norte de França, no Reino Unido íamos passar o fds com os nossos amigos que moram em Londres e visitar a zona de Lake District e a Muralha de Adriano e depois passaríamos para a Irlanda, onde queríamos visitar também dois ou três pontos de interesse e terminaríamos a viagem numa visita à minha irmã e aos meus sobrinhos! Teríamos dois locais de alojamento 5 estrelas (casa dos amigos e familiares) eh eh, alguns parques de campismo e alguns dias de campismo selvagem, era com o que estávamos a contar, uma vez que na Escócia é permitido acampamento selvagem. Um passeio mais que suficiente para um mês de férias 😊 No total fizemos cerca de 9000km, foi uma mega viagem e uma maravilhosa aventura a 4!
A primeira parte da viagem de Almada a Calais.
A primeira tarefa a fazer depois de escolher o percurso, foi reservar os barcos. De Calais para Dover, de Cairnryan para Larne e de Cork para Santander.
Para esta viagem falámos também com a pediatra como sempre, mas era uma viagem em que tinha menos receios à partida, estando na Europa as preocupações eram diferentes em termos de cuidados de saúde. Para além do cartão do seguro de saúde, que abrange despesas no estrangeiro, activamos sempre o cartão europeu de saúde para todos. Medicamentos levámos apenas para a febre e para “as tosses” do Miguel.
Em termos de material de campismo, optámos por levar a tenda 2s XXL e o anexo de 2s também. A Madalena estava numa fase em que para adormecer era dentro da alcofa a ser abanada, mas depois durante a noite acordava, mamava e voltava a dormir. Assim , colocávamos o anexo como um prolongamento da parte de trás do carro, e servia para estarmos ao final do dia a dar banhos e brincar, para fazer a refeição e para o Mário abanar a alcofa em pé até a Madalena adormecer 🤭, enquanto eu ia para a tenda com o Miguel e o adormecia a ele. Foi uma boa opção para estas férias, pela rapidez de montar e arrumar, uma vez que com dois miúdos quanto mais rápido demorarem estes procedimentos melhor, e também pelo clima, ou seja, apanhámos muita chuva, montar tendas à chuva não é agradável!
Por falar em tempo, temos uma certa tendência para apanhar alguns dias de mau tempo nas férias de verão e o ano passado não foi excepção! Saímos de Portugal com dias solarengos e chegámos ao norte de Espanha com…chuva pois está claro!
Não queríamos perder muito tempo até chegarmos ao barco, mas não gostamos de andar por andar e com miúdos as paragens são obrigatórias, por isso o Mário tenta sempre descobrir algo interessante para irmos visitando nos locais por onde passamos. No norte de França, parámos para ver a Duna De Pilat. Aí tivemos sorte, o tempo resolveu ser nosso amigo e o sol espreitou por entre as nuvens, uffa. E ainda bem, porque a Duna é mesmo enooooorme e vale muito a pena subi-la, a vista é magnífica! O Miguel adorou subir, descer e andar por lá a brincar naquela imensidão de areia. Se para mim toda aquela paisagem era enorme, para uma criatura com um metro de altura devia ser tudo gigantesco, estava mesmo radiante.
Seguimos viagem e a próxima paragem foi para visitar o Menir de Champdolent, na zona oeste de França (perto de Rennes). Tem 9 metros de altura, é muito muito alto, algo muito curioso de se ver, sem dúvida vale a pena a paragem.
Dali a viagem continuou até as Falésias de Etretat, que são simplesmente brutais! A caminhada para chegar até lá foi um pouco extensa porque nos enganámos no caminho, havia um local onde deixar o carro que tinha um acesso mais rápido para as falésias, mas aquela vista “é qualquer coisa de magnífico” e compensa tudo. E vendo o lado positivo da situação, subimos por um lado e descemos por outro, que até foi melhor para ficar a conhecer 😅
Depois seguimos para Calais para apanharmos o barco. A travessia foi rápida, foi à hora de almoço, e optámos por comer a refeição no barco. Péssima ideia… As refeições dos barcos são sempre caras, e não muito boas nem saudáveis, na minha opinião claro. Ainda para mais para o Miguel, mas como se costuma dizer, “um dia não são dias”. Demos a volta de reconhecimento do barco e depois estava a dar o filme do “Thor” na sala de cinema e o Miguel quis ficar a ver, a Madalena adormeceu na alcofa, o que foi muito bom, porque assim a viagem passou rapidamente e em sossego. Mas se assim não fosse, os barcos têm normalmente uma sala com brinquedos para as crianças estarem entretidas.
O próximo post já será sobre as terras de “sua majestade” 😉

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