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Travessia dos Alpes e planeamento

Artigo publicado na Revista Overland Portugal nº 8

Atravessar os Alpes em fora-de-estrada já era algo que há muito vínhamos a pensar. Já conhecíamos parte deles em viagens de turismo e montanhismo, mas nunca nos tínhamos aventurado além das estradas. No entanto, pelas imagens e filmes que tínhamos visto ao longo dos anos sabíamos que era uma viagem possível e impressionante de se fazer. E assim foi, 2019 seria o ano dos Alpes.

Mas agora tínhamos um problema, sabíamos que em França e Itália é permitido circulação por caminhos não asfaltados desde que não haja sinalética a proibir, mas dado que seria a primeira vez que íamos circular fora-de-estrada nesses países não fazíamos a mínima ideia das restrições que poderíamos encontrar. E nos mapas OSM e Google Earth que usamos para marcar os percursos também não tem essa informação. Resolvemos então recorrer ao Wikiloc partindo do princípio de que se alguém já lá passou é porque se pode passar!

A princípio até parece algo fácil e prático, é só descarregar os percursos e seguir. A realidade foi muito diferente. Apesar da aparente boa organização do Wikiloc em categorias, a falta de controle faz com que na categoria de “Offroad” aquela que nos interessa, acabe por ficar repleta de percursos repetidos e de percursos onde se circula maioritariamente por estrada, o que também não interessa. E o pior é que cada um dos percursos tem de ser revisto um a um. Na altura ainda era possível ver os percursos do Wikiloc diretamente no Google Earth, o que tornou a tarefa um pouco mais fácil. Na primeira análise descarregámos cerca de 240 percursos entre França e Itália, descartando todos aqueles que tinham muita estrada ou eram repetições. Depois foi verificar todos um a um, escolher os que nos interessavam e marcar as ligações. Tarefa exaustiva que no fim nos permitiu ficar com 1600 kms de percursos pelos Alpes Franceses e Italianos.

O início do percurso delineámos para as gargantas de Verdon, uma das mais altas da Europa e que íamos fazer de canoa insuflável que levámos no tejadilho. A quantidade de canoas e kayaks era imensa, mas percebe-se. Andar ali no meio daquelas enormes paredes que chegam aos 700m de altura é qualquer coisa. E claro, o Miguel adorou. Sempre com colete e precauções extra, fomos até à última praia a partir do qual deixa de ser permitido continuar por questões ambientais. Ainda fizemos a estrada que percorre a parte mais alta da garganta, antes de entrarmos em pista, já ao fim do dia onde ficámos a primeira noite. Aqui, em França, estamos à vontade no que toca a campismo selvagem. Excetuando alguns locais onde está interdito acampar e que por norma está bem sinalizado, podemos montar acampamento em praticamente qualquer lugar, desde que estejamos afastados da civilização.

Quando planeamos uma viagem, uma das nossas preocupações é a escolha dos pontos de interesse, sejam eles culturais ou naturais. Nesta viagem especificamente escolhemos pontos do percurso que fossem especialmente interessantes e caminhos que passassem a elevadas altitudes. Como já tínhamos os percursos do Wikiloc, foi uma questão de escolher aqueles que passassem nos pontos de interesse que queríamos, nomeadamente as gargantas de Verdon, o tunel de Parpaillon e as praias do Mónaco. Se sobrasse tempo ainda tínhamos percurso pelos Alpes italianos e a continuação até Chamonix por França. Assim, partindo de Verdon, subimos para o lago de Serre de Poncon e depois descemos para o Mónaco pelos Alpes franceses. A primeira parte até Serre de Poncon foi bastante rolante tanto que ainda não estávamos nos Alpes a sério. Num dia fizemos os 220kms que separavam estes dois locais. As montanhas iam crescendo a pouco e pouco e só quando chegamos perto do lago é que se começa a entrar nos Alpes a sério. Não conseguimos ficar junto ao lago, mas acampámos junto à falésia num lindíssimo prado rodeado de montanhas. No dia seguinte passámos a manhã na praia das Tremouilles que era logo ali em baixo. Água quentinha com os Alpes como fundo e uma bonita zona de piquenique com zona para churrascos e tudo. Que bem que soube.

Agora íamos subir para os Alpes propriamente ditos, uma pista que subia pelo vale de Crevoux até aos 2600m. Paisagens impressionantes e lá em cima o famoso túnel de Parpaillon, construído pelo exército francês em 1901 e sempre em caminhos de terra. Já sabíamos que íamos passar neste túnel algures por aqui, era um dos pontos de interesse que tínhamos antecipado passar e o tanto que valeu a pena. As paisagens são impressionantes, mesmo. E acabámos por acampar logo após o túnel, num local à beira da montanha, desnecessário será dizer como era a vista…

No dia seguinte uma surpresa, pneu traseiro completamente em baixo e à vista um enorme corte lateral! Bem, o pneu já foi. Também, os KO2 já iam nos 90000 e bem gastos, já era altura de substituí-los. Enchemos o pneu e seguimos viagem na esperança que aguentasse até à localidade mais próxima, onde pudéssemos eventualmente arranjar o pneu. Se bem que cortes laterais raramente são arranjados, mas íamos ver. A descida sempre com muita cautela, à conta do pneu, era espetacular e ainda tivemos o prazer de passar por um grupo de VW T3 syncro que vinham no sentido contrário. Nunca tínhamos visto tantas juntas! Infelizmente o pneu não aguentou, perdia ar demasiado rápido. Decidimos então colocar dois tacos esperando que desse para chegar até Barcelonete, onde havia uma casa de pneus. Como esperávamos o pneu não tinha arranjo, mas curiosamente não tornou a perder ar. A hipótese era comprar 4 pneus novos, mas só numa localidade maior. Então decidimos continuar com o pneu assim e ver se conseguíamos chegar ao Mónaco. Em último caso ainda tínhamos o sobresselente!

Agora o nosso percurso já seguia para sul, direção Mónaco, das praias, mas ainda tínhamos dois pontos de passagem interessantes ao longo do percurso. Um deles era o lago de Sagnes, muito fotogénico, é impossível não tirar uma fotografia aquele lago com o monte em forma de pirâmide ao fundo. Breve paragem para apreciar a vista e continuámos a pista que deu lugar a uma estrada que subia ao Col do Bonette, um dos locais acessíveis por estrada asfaltada mais altos da Europa, a 2800 metros de altitude. Uma das particularidades desta estrada é que tem seguimento, permitindo continuar por um caminho diferente do da ida. E melhor que isso é que tem duas hipóteses, uma asfaltada e outra por pista. Claro que o nosso percurso seguia pela pista. Esta aliás é uma das tarefas mais exaustiva no planeamento de um percurso fora-de-estrada na Europa. Na maioria das vezes os mapas topográficos com base no OSM tem esta informação atualizada, mas nem sempre e nessas alturas só recorrendo ao Google Earth com imagens de satélite se consegue ter alguma certeza se o caminho é asfaltado ou não, e isto se as imagens estiverem atualizadas.

A descida não foi menos espetacular, caminho sempre a serpentear pelo vale, primeiro rochoso, depois prado e por fim lá em baixo, floresta. Desnível de 1600m sempre a descer! Aqui o percurso fazia uma breve passagem por uma zona montanhosa denominada cimo da Brecha mas infelizmente o caminho estava cortado por desmoronamento pela passagem de água. Coisas imprevisíveis e não tendo alternativas à vista, continuamos por estrada entrando em pista mais à frente, já no Parque Natural de Mercantour. Aqui os Alto-Alpes dão lugar aos Alpes marítimos, mais baixos e mais verdejantes. Já era tarde e ainda não tínhamos encontrado um local para ficar. Muitas vezes a procura daquele local isolado que pretendemos não é fácil e muitas vezes acontece termos de andar um pouco pela noite fora até encontrar esse local ideal. Nós consideramos sempre a segurança em primeiro lugar e mesmo que atualmente não seja comum problemas de assaltos noturnos a campistas, não custa nada nos precavermos, principalmente quando estamos com crianças. Portanto, tomamos como princípio a regra básica de que se ninguém souber onde estamos temos a garantia de uma noite tranquila. Assim sendo, nesta noite resolvemos jantar primeiro e procurar o local para ficar depois. Uma pesquisa pelas imagens satélite que temos sempre no tablet mostrou-nos uma clareira com um caminho de acesso. E assim foi, depois do jantar, com o Miguel na bicicleta a mostrar o caminho, lá fomos e encontrámos a tal clareira no meio da floresta bem isolada como pretendíamos.

Agora o percurso ia a pouco e pouco descendo por entre vales e vegetação mais típica das zonas mediterrâneas. Já antevendo que na Riviera francesa poderia ser difícil arranjar locais para ficar, íamos já vendo possíveis locais para acampar ao longo do percurso. Assim, já podíamos demorar o tempo que fosse preciso no Mónaco que já sabíamos onde ficar de noite. Tivemos a sorte de encontrar um local perfeito, pouco antes de entrarmos na estrada já próximo de Menton. E lá fomos para a confusão!

Em viagens com os nossos filhos tentamos sempre arranjar coisas para fazer com eles que não seja só andar de carro. Uma dessas era no Mónaco, o museu Oceanográfico. Ainda em casa, durante o planeamento, fizemos uma pesquisa de eventuais museus que pudessem ser interessantes para os miúdos e este foi logo um que nos chamou à atenção. O Miguel adora animais do mar então e desta forma pareceu-nos a surpresa ideal para ele. E foi mesmo! Só o edifício vale a pena a visita e ele ficou maluco quando viu logo à entrada uma enorme lula gigante, um dos animais favoritos dele! Acertámos em cheio. Neste dia já não tivemos tempo para fazer praia e regressámos ao local de acampamento, aquele que já tínhamos marcado à vinda para baixo. No dia seguinte voltámos para o Mónaco para tentar ir à praia, apesar do tempo chuvoso. Mas tivemos de esquecer o Mónaco, impossível de estacionar. Resolvemos então ir para Menton e aí sim, conseguimos estacionar o nosso pequeno gigante. O tempo não estava especialmente agradável, mas estava calor e a água bem quentinha. Os miúdos adoraram, é especialmente importante estes momentos em viagem para eles se divertirem e principalmente sendo verão. E o pneu? Bem, aguentou-se tão bem que decidimos ficar com ele até dar. Na realidade nunca chegou a ceder, veio para Portugal com os dois tacos laterais e assim continuou até ser substituído…

Agora tínhamos de decidir o que fazer. Tínhamos percurso pelos Alpes marítimos italianos e mais acima pelos Alto Alpes franceses e italianos. Já não tínhamos tempo para fazer ambos e tínhamos de escolher. Quando planeamos viagens criamos sempre várias alternativas para que, conforme as circunstâncias, não tenhamos de andar a criar planos B e C à pressão no momento. Assim estamos mais ou menos precavidos. Por exemplo quando montámos este percurso, não sabíamos o tempo que cada seção poderia demorar. Por acaso foi relativamente rápido a chegada ao Mónaco, apesar dos 800kms percorridos, e se não tivéssemos marcado mais percurso, teríamos de criar um plano B no momento e nunca seria tão bem planeado como em casa. A escolha recaiu continuar os Alto Alpes para norte do lago Serre de Poncon em direção ao Mont Blanc onde pretendíamos terminar a viagem. A escolha não foi difícil. Este era o troço a maiores altitudes e bem no centro dos Alto Alpes e a expetativa era grande. Sabíamos que íamos passar em algumas fortificações do tempo da primeira guerra e tínhamos a expetativa de poder acampar a 3000m de altitude, pelo menos sabíamos que existia uma pista transitável até ao Colle del Sommeiller, a essa altitude.

Pouco depois de entrarmos em pista tivemos logo uma pequena desilusão. Queríamos fazer uma pista marcada no mapa, fora do percurso que tínhamos delineado, que passava pela estação de ski Risoul mas que infelizmente estava fechada ao trânsito. Acabámos por acampar junto a um refúgio e no outro dia seguimos para norte. Passámos no forte Dauphin por mero acaso, património da Unesco e que muito valeu a pena. Uma enorme fortificação do séc. XVIII no cimo de um monte que só pela entrada vale a pena a visita e como é costume em França, exemplarmente conservado. A próxima paragem seria para almoço e foi talvez o local mais bonito para montar acampamento em toda a viagem. Já estávamos a percorrer o parque nacional dos Ecrins e, rodeados pelos montes rochosos em forma de pirâmide tão característicos desta zona, seguimos por um caminho que no meio de relva e algumas árvores se aproxima do penhasco. E basicamente era isto, uma enorme clareira rodeada pelos Ecrins e do outro um penhasco com uma vista tremenda. Com as crianças, lá ficamos afastados do penhasco, mas um acampamento ali à beirinha devia ser qualquer coisa. Continuámos o percursos a seguir ao almoço, sempre ao longo dos limites do Ecrins e as paisagens eram de cortar a respiração. Sem dúvida a zona mais bonita da viagem até agora. Passámos por Briançon, a mais alta cidade francesa com 1326m de altitude e subimos ao Col de Granon, 2413m, grande vista. Mas quando vamos a descer pela pista uma placa a avisar zona militar! Estas são aquelas coisas que nos mapas não mostram. Achamos estranho, até que a pista estava muito bem marcada e fomos ao café perguntar. O rapaz do café a sorrir disse algo do género: Sim, pode-se passar, muitas pessoas passam, mas eu não te disse nada! Bem, era o que precisávamos de ouvir, e seguimos. Descemos o enorme vale até Granon e agora íamos entrar em Itália. O dia já estava no fim e íamos tentar ficar nos 3000m. Infelizmente a cerca de 2200m de altitude o caminho encontrava-se fechado. Acabámos por ficar junto ao refúgio de Scarfiotti, desta vez com companhia de um outro overlander, a única noite com companhia. No dia seguinte as autoridades italianas estavam no começo da pista que subia ao Colle del Sommeiller e disseram-nos que tinha havido uma derrocada na pista. Ficámos cheios de pena, mas são coisas que acontecem.

Estamos no último dia do percurso que ia ser dividido por Itália e França e acabou por ser o mais impressionante de todos. Quando delineámos o percurso final, tínhamos previsto as altitudes elevadas onde este troço passava e através das fotografias existentes no Google Earth até tínhamos uma ideia de alguns locais onde iríamos passar. É uma das formas que temos para criar os pontos de interesse nas viagens, além da pesquisa direta nos motores de busca. Mas claro, fica muita coisa por saber e ainda bem. Assim somos sempre surpreendidos e foi exatamente isso que aconteceu. Entrámos na pista que percorre o monte Jafferau pelo lado sul num misto de floresta e prados e apareceu-nos o primeiro forte, Foens onde ficámos a almoçar. A mistura de ruínas e floresta rodeado das enormes montanhas é uma imagem difícil de descrever. Depois do almoço viria a passagem mais espetacular. E medonha! A galeria de Securet. Logo depois de passarmos pelo forte com o mesmo nome, um enorme penhasco meio desabado e o caminho passava lá por dentro, por um túnel! Ficámos receosos, não nos parecia de todo seguro, mas o que é certo é que havia placas de chamada de atenção mas nenhuma de proibição. E havia ciclistas, motas e até alguns jipes que já tinham passado por nós. Bem, lá fomos pelo túnel dentro, cerca de 3 min para atravessar. Sempre a pensar naquele pedaço de montanha quase a cair em cima… Os túneis geralmente são sempre interessantes, mas túneis em pista e desta dimensão e ainda por cima com uma montanha que parece desabar em cima de nós é realmente incrível. Ainda passámos em mais um forte, o de Pramand antes desta pista terminar em Salbertrand. Viemos depois a saber que esta era uma antiga estrada militar construída em 1895 mas que originalmente passava pelo lado de fora da montanha. Só mais tarde devido a derrocadas fizeram o túnel em forma de U com cerca de 1km de comprimento por dentro da montanha. Estávamos de barriga cheia, esta foi uma pista emocionante. Mas o que veio a seguir não foi menos espetacular. Íamos agora fazer a Strada provinciale 173 del Colle dell’Assietta ou estrada de Assieta, outra pista militar de cerca de 40kms sempre pelo topo da montanha a mais de 2000m de altitude. Quando chegámos tivemos de esperar até ao fim do dia para poder passar. Na maioria dos dias existe prioridade para ciclistas, o que até achamos muito bem, de modo que o pessoal dos jipes só pode passar depois das 17h. E até tinha um rapaz a fazer o controle e tudo! Uma forma muito interessante de conciliar o btt e o todo-terreno sem proibir este último. Aproveitámos para lanchar num pequeno largo e após as 17h lá seguimos pista fora. Escusado é dizer como são as paisagens. De cortar a respiração. Era difícil não parar para mais uma fotografia aqui e ali. Uma das características que encontrámos em praticamente todos os caminhos foi o bom estado dos mesmos. Excetuando uma descida no primeiro dia para Pas de la Brasse, difícil e perigosa, os caminhos não apresentam dificuldades. Claro que sendo caminhos de montanha é sempre preciso especial cuidado sendo que as encostas por vezes são extremamente ingremes.

O fim do dia aproximava-se e com ele o final do percurso. Estávamos a chegar ao lago do Mont Genis e encontrámos um lindo local para acampar rodeado de árvores e relva verdinha. Aliás toda esta zona era muito interessante, muito pedregosa e verdejante e o caminho uma antiga estrada romana ao longo de pequenos lagos. Pelo menos pelo tipo de construção assim parecia. No dia seguinte seguimos até ao lago maior e ainda estivemos a ajudar um casal francês que se lembrou de passar neste caminho com uma carrinha 4×2. Tinha o filtro de óleo furado… O caminho não era difícil, mas tinha muita pedra o que obriga o uso de veículos altos. Uma curiosidade, foi nesta pista que voltamos a entrar em França perto do local onde acampamos. Passagem pelo lago do Mont Genis para fotografia e demos o percurso por terminado. Seguimos então para Chamonix com uma breve passagem por uma das localidades mais bonitas dos Alpes, Annency. E como dizem e muito bem, uma espécie de Veneza dos Alpes e apesar de muito menor dimensão, os canais dão um ar lindíssimo a esta cidade. Ficámos para almoçar e de tarde fomos para Chamonix. Também já tínhamos um objetivo específico para fazer aqui. A cidade já é nossa conhecida e desta vez queríamos fazer mais uma surpresa ao Miguel. Andar de comboio até ao Mer de Glace a enorme língua glaciar que desce do Mont Blanc, uma das maiores dos Alpes. Adorou claro! Ainda fomos visitar a gruta de gelo, descendo a enorme escadaria até lá abaixo. Na realidade é uma triste visão esta, demonstra bem o quanto o glaciar já recuou. O Mário quando fez a ascensão ao Mont Blanc começou exatamente aqui e o glaciar ainda estava cá em cima e foi apenas há 18 anos atrás! O regresso foi a pé, uma caminhada para adultos como dizíamos ao Miguel para ganhar força psicológica, primeiro ao longo da parte final do glaciar e depois pelas florestas do sopé do Mont Blac. E tão bem que se portou, afinal ainda foram 5kms e só pediu colo já no fim!

Ainda ficou muito por ver e muitos caminhos por percorrer e certamente um dia havemos de voltar para conhecer os Alpes italianos e orientais.

Para os interessados fica o percurso que realizámos. Apresentamos em 3 possibilidades diferentes de realização.

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